“Um grande hype traz uma grande responsabilidade.”

Pelo menos não é só Titanic!

“Um grande hype traz uma grande responsabilidade”…

Tá, não é bem assim a frase do célebre AND finado Benjamin Parker, vulgo Uncle Ben, o que até anula as aspas, mas ela funciona muito bem no universo ultraglobalizado e moderno a que confinamos nossas humildes existências nas últimas décadas. Veja por exemplo um filme como Batman – O Cavaleiro das Trevas; é, de fato, uma pérola raríssima, enegrecida pela poluição cultural que perverte o já impuro oceano em que está mergulhada a atual Hollywood mainstream, que nada tinha para dar tão certo, afinal estamos falando de um gênero que hoje tornou-se uma máquina de fabricar papel verde, entretanto devemos convir que tamanho sucesso se deu apenas pelo imenso hype em cima do óbito de Heath Ledger. Não quero desmerecer a obra magna de Christopher Nolan, pelo contrário, é um de meus filmes favoritos, apenas ressalto a disseminação de uma notícia, fúnebre, veja você, como força motriz preponderante na missão de retirada dos traseiros sedentarizados da população ocidental (no oriente o filme foi um EPIC FAIL) de seus sofás acarentos e condução dos referidos às salas de cinema. E não venham me dizer que foi por causa da viral, por mais inacreditável que ela tenha sido; o grande público mal sabe do que se trata esse tipo de marketing, quiçá o http://ibelieveinharveydenttoo.com/ e seus milhares de afins.

Depois de lisonjeira introdução me ponho a dissertar sobre aquilo a que vim. Você deve ter percebido pelos cabeções flutuantes do pôster ilustrando post (não resisti ao jogo pífio de palavras) que não é sobre o morcegohomem que pretendo escrever, mas sobre o que considero, assumindo a condição de presunçoso mor, a mais grandiosa película da década. Mesmo com projetos muito ambiciosos e gigantescos como a trilogia de Peter Jackson ou as peripécias caribenhas dos piratas de Walt Disney, Avatar é algo que o cinema e o mundo ainda não tinham visto (e que eu não esperava ver tão logo).

“Mas o que isso tem a ver com o primeiro parágrafo?” – está se perguntado o curioso leitor. Eu respondo. Tudo! Pois é, tudo mesmo. Chegou aos ouvidos de todos que Jim Cameron esteve “fazendo” o filme desde que finalizou seu último trabalho, Titanic, o que totaliza um garoto prestes a enfrentar a fase mais difícil de sua vida, em que aparecem as espinhas e rosto e mãos começam a assumir características símias, além de outros locais probleminhas. Ou seja, doze anos. Só esse detalhe já motiva as pessoas a bravejarem um glorioso “Uuuuh..!”, mas esse é o menor deles, um nanodetalhe se comparado ao obsceno orçamento estimado do filme  – veja bem; ESTIMADO – 600 milhões de Geroges Washington enjoados. Contudo, porém, todavia considero ainda ambos os M&Ms vermelhos da promoção em um pacote de um quilo. A expectativa, aka hype, parida em torno dos comentários e eventos relacionados ao filme tomou proporções imensuráveis; é difícil não boquabrir-se ao ouvir o cara que criou o T-800, Governator, para os mais íntimos, e matou o Jack Dawson de frio dizer “Avatar é um filme revolucionário!”. Como assim?!?

Nem todos acompanharam a divulgação e as diversões que antecederam a estreia de Avatar. True. Nem todos sabiam da existência do projeto de Cameron e de sua antecipada revolução cinematográfica. Also true. Mas para aqueles que estiveram todo o tempo a par das prováveis, e chocantes, inovações propostas por Cameron, Avatar acabara por se tornar um filme válido por toda vida. Pesquisa e desenvolvimento de inacreditáveis tecnologias de captura de movimentos, terceira dimensão como nunca havia se visto, e com legendas (!), e uma maldita tendência a mostrar muito e dizer pouco, foram parte do universo pré-estreia criado ao redor de Avatar, que fez muitos nerds desocupados (OITHA!) explodirem suas mentes para cima. Provavelmente foi esse o traço mais marcante de todo o marketing relacionado ao filme, não mostrar absolutamente nada. Tudo que se via não caminhava a passos mais largos que aqueles dados anteriormente. Apenas uma boa computação gráfica e um design relativamente encantador, sem contar que até então ninguém sabia o enredo em detalhes. Como fica, então, a situação do público? No corner esquerdo trailers e bonequinhos que pareciam mais uns na multidão, no oposto o tiozinho que também lova o WGTN dizendo que vai chutar a bunda do universo. Em quem apostar? É o poder de um bom hype.

Confesso que MINHAS expectativas para com Avatar eram enormes, sem concorrente prévio em mesma categoria, e não é algo pequeno, só pra esclarecer. Tudo isso se deu em função do que descrevi brevemente nas linhas acima. Se deu ou não para entender o que eu quis dizer com tudo isso tanto faz; o hype dos Na’vi foi colossal. Ponto final. (…)

Se a responsabilidade foi colocada nas mãos certas..? Vai lá descobrir.

=D

PS: Em 3D, por favor!

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